sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Germana.

eram todos semelhantes. uma conformidade velada; diferente daquelas onde o encontro dos olhos faz brotar o sorriso.

nivelavam-se nos minutos de pausa, nos assuntos do dia a dia. os jogos de poder tinham suas regras obedecidas; os menos talentosos para as partidas sofriam um tanto mais.


germana não sorria. vinha de outra geração, de um mundo mais cheio de cautela. trazia de casa seu próprio café.


sem firmar-se, não era lembrança longe dali. absorvida nas mesas de refeitório, deixada de fora nas risadas após as dezoito.


um dia não estava mais lá. transferida para o turno da noite. seu nome foi lembrado quando nenhum dos semelhantes o quis esquecer.

Um comentário:

Natália Bridi disse...
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